É triste a maneira como nos desfazemos dos nossos pedaços, assumindo que há sim em algum lugar -----> uma existência em estilhaços.
Dela renasce poesia, assaz lógica, para tornar-se real. Devido a minha lucidez, nunca consegui não me comprometer. Há nisso algum mal?
Ainda que queira, EU queira, SER indiferente ao rastro que me define, e tente eliminá-lo... Para que??
CUTUCAMOS O SILÊNCIO SEM QUERER INCOMODÁ-LO.
Quanta inutilidade!!
- Bobagem!!! Diríamos.
e.... Mesmo assim, cá estamos
meros escravos
Quanto dói-te ouvir?
E S C R A V O
O que parece ser a liberdade?
talvez o fim da poesia.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Enquanto você varre pra debaixo do tapete os seus restos, eu costuro a minha pele... Eis o meu fardo! Varre, como eu finjo varrer os meus.
acabemos com a dor de ser
o que não se explica,não existe
Esse é o seu presunçoso fim
que alegria
chega de blá blá blá
"Sou palavra em queda
refletida no fundo do poço
não fale, pois eis que nada,
já não ouço."
(Brasil Barreto)
acabemos com a dor de ser
o que não se explica,não existe
Esse é o seu presunçoso fim
que alegria
chega de blá blá blá
"Sou palavra em queda
refletida no fundo do poço
não fale, pois eis que nada,
já não ouço."
(Brasil Barreto)
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Pôr do sol

Faz um tempo que
desprezo o dicionário
O jornal passa desapercebido
pela sala
Toda aquela vida presa em papel
me angustia e tira de cena
Sempre há algo de maior
à ser buscado
Eu? Nem busco mais
Eu me jogo!
A sua vida talvez seja a minha morte
e vice-versa
mas ambos somos tolos
insistimos em fazer afirmações
que se contradizem
Paremos com o jogo de uma vez.
Há sim!! Restos e vidros,
e tudo que negligenciamos
Tem que existir
tem que existir
em algum momento, ao pôr do sol.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
De você para você
Eu não tenho mais medo da poesia
agora que sei aonde ela me pertence
e até gosto dos momentos em que perco
te perco
e FINALMENTE, calam-se todos!
contemplam a impassívidade
O que fazer do nosso desespero incompartilhável?
agora corrompido
Não há nada mais importante do que esse massivo nada
cuja cabeça se coloca todo dia em praça pública
não há restos no chão
não há do que temer ou fugir
há o agora e o desejo
que sempre me escapa
Ando me lendo de longe
ainda que tenha emudecido
todas as minhas vozes
e entendo
um incêndio seria desnecessário
Não vou me despedir
ou dizer obrigado
que a poesia fale mais de você para você mesmo
e isso basta
agora que sei aonde ela me pertence
e até gosto dos momentos em que perco
te perco
e FINALMENTE, calam-se todos!
contemplam a impassívidade
O que fazer do nosso desespero incompartilhável?
agora corrompido
Não há nada mais importante do que esse massivo nada
cuja cabeça se coloca todo dia em praça pública
não há restos no chão
não há do que temer ou fugir
há o agora e o desejo
que sempre me escapa
Ando me lendo de longe
ainda que tenha emudecido
todas as minhas vozes
e entendo
um incêndio seria desnecessário
Não vou me despedir
ou dizer obrigado
que a poesia fale mais de você para você mesmo
e isso basta
domingo, 6 de dezembro de 2009
Aproveite!
Mesmo que não se faça nada
com palavras recebidas
as idas
são
sentidas
Quem é que esta tão leve?
eu canto a dioniso
e prezo
seu sorriso fraco
ainda que disfarce
disfarço?
só pra sentir o gosto da derrota
só?
Você tem um nó na garganta
que quando se desfaz
ressoa aspereza
Aproveite
o meu desespero
um verdadeiro teatro
com palavras recebidas
as idas
são
sentidas
Quem é que esta tão leve?
eu canto a dioniso
e prezo
seu sorriso fraco
ainda que disfarce
disfarço?
só pra sentir o gosto da derrota
só?
Você tem um nó na garganta
que quando se desfaz
ressoa aspereza
Aproveite
o meu desespero
um verdadeiro teatro
Assinar:
Postagens (Atom)
